Diabetes Tem Cura - Maria Amélia Nutricionista

Como identificar resistência à insulina

A resistência à insulina costuma se desenvolver de forma silenciosa.

Muitas vezes, ela já está presente no organismo antes mesmo de o diabetes tipo 2 ser diagnosticado.

Isso acontece porque, no início do processo, o corpo ainda consegue compensar o problema produzindo mais insulina.

Como consequência, a glicose pode continuar aparentemente normal por algum tempo, enquanto o desequilíbrio metabólico já está em andamento.

Sinais que podem indicar resistência à insulina

Alguns sinais podem levantar a suspeita de que o organismo já esteja enfrentando dificuldade para responder à insulina:

Além desses sinais mais comuns, existem manifestações clínicas que muitas vezes passam despercebidas, mas que também podem estar associadas à resistência insulínica:

Esses sinais indicam que o metabolismo pode já estar sobrecarregado, mesmo antes de alterações mais evidentes na glicose.

Exames que ajudam a identificar o problema

A resistência insulínica pode ser investigada através de alguns exames laboratoriais.

Entre os mais utilizados estão:

O que é o índice HOMA-IR

O HOMA-IR é um índice utilizado para estimar a resistência à insulina a partir de dois exames simples:

Ele permite identificar alterações metabólicas mesmo antes da glicose aparecer elevada nos exames.

Como o cálculo é feito

O cálculo do HOMA-IR é feito multiplicando a glicemia de jejum pela insulina de jejum e dividindo o resultado por 405.

Por exemplo:

Se uma pessoa apresenta glicemia de jejum de 100 e insulina de jejum de 15, o cálculo será:

100 × 15 ÷ 405 = aproximadamente 3,7

Esse valor já pode indicar presença de resistência insulínica.

Valores de referência do HOMA-IR

Valores acima de 2,1 já indicam que o organismo começa a apresentar dificuldade na ação da insulina, mesmo que a glicemia ainda esteja dentro da faixa considerada normal.

Por que identificar cedo faz diferença

Detectar a resistência insulínica precocemente permite agir antes que o desequilíbrio metabólico evolua para diabetes tipo 2.

Esse é um dos motivos pelos quais exames como o HOMA-IR podem ser ferramentas importantes no acompanhamento da saúde metabólica.

A partir dessa identificação, mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de progressão da doença.

Mas afinal, por que o número de pessoas com diabetes tipo 2 continua aumentando no mundo inteiro?

Por que os casos de diabetes só aumentam
Nutricionista Maria Amélia
Sobre a autora

Os conteúdos deste site são escritos por Maria Amélia de Alvarenga Drummond, nutricionista formada pelo Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte, e especialista em remissão do diabetes tipo 2 através da alimentação low carb.

Seu trabalho é dedicado a ajudar pessoas com diabetes tipo 2 e pré-diabetes a compreender melhor a doença e a descobrir como mudanças na alimentação podem melhorar o controle da glicose e da resistência à insulina.

Atualmente Maria Amélia compartilha seu conhecimento principalmente através de conteúdos digitais, vídeos educativos, cursos e e-books, ajudando milhares de pessoas a recuperarem a saúde metabólica e conquistarem mais qualidade de vida através da alimentação.