Diabetes Tem Cura - Maria Amélia Nutricionista

Jejum intermitente: o que é e como ele pode influenciar a glicose

Nos últimos anos, o jejum intermitente passou a ser muito discutido quando o assunto é saúde metabólica.

Muitas pessoas começaram a utilizar essa estratégia como forma de melhorar o controle da glicose, auxiliar na perda de peso e reduzir níveis elevados de insulina.

Mas afinal, o que realmente significa jejum intermitente?

O que é jejum intermitente

Jejum intermitente é um padrão alimentar que alterna períodos de alimentação com períodos de jejum.

Durante o período de jejum, a pessoa não consome alimentos calóricos, permitindo que o organismo utilize suas reservas de energia.

Existem diferentes formas de aplicar o jejum intermitente.

Um dos modelos mais conhecidos é o protocolo 16:8, no qual a pessoa passa cerca de 16 horas em jejum e realiza suas refeições dentro de uma janela de aproximadamente 8 horas.

O que acontece no organismo durante o jejum

Após algumas horas sem ingestão de alimentos, o corpo começa a reduzir a liberação de insulina.

Isso acontece porque não há entrada constante de glicose proveniente da alimentação.

Com níveis menores de insulina, o organismo passa a utilizar com mais facilidade suas reservas de energia.

Esse processo pode contribuir para melhora da sensibilidade à insulina em algumas pessoas.

Por que o jejum pode ajudar no metabolismo

Um dos problemas do estilo de vida moderno é a frequência com que comemos.

Muitas pessoas fazem várias refeições ao longo do dia, incluindo lanches entre as refeições principais.

Cada vez que comemos, o organismo precisa liberar insulina para lidar com a glicose proveniente dos alimentos.

Ao criar períodos maiores sem alimentação, o jejum intermitente pode ajudar a reduzir essa estimulação constante da insulina.

Nem todo mundo precisa fazer jejum

Apesar de seus possíveis benefícios, o jejum intermitente não é obrigatório para quem deseja melhorar o controle da glicemia.

Algumas pessoas se adaptam bem a essa estratégia, enquanto outras preferem focar apenas na qualidade da alimentação.

O mais importante é encontrar um padrão alimentar que seja sustentável no longo prazo.

Antes de iniciar qualquer estratégia alimentar, é sempre recomendável buscar orientação de um profissional de saúde.

O papel do estilo de vida

Alimentação, sono, controle do estresse e atividade física fazem parte do mesmo conjunto de fatores que influenciam o metabolismo.

Melhorar apenas um deles já pode trazer benefícios, mas quando essas mudanças acontecem juntas, o impacto costuma ser ainda maior.

Entre esses fatores, um dos mais poderosos para melhorar a sensibilidade à insulina é a atividade física.

Como a atividade física ajuda no controle do diabetes
Nutricionista Maria Amélia
Sobre a autora

Os conteúdos deste site são escritos por Maria Amélia de Alvarenga Drummond, nutricionista formada pelo Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte, e especialista em remissão do diabetes tipo 2 através da alimentação low carb.

Seu trabalho é dedicado a ajudar pessoas com diabetes tipo 2 e pré-diabetes a compreender melhor a doença e a descobrir como mudanças na alimentação podem melhorar o controle da glicose e da resistência à insulina.

Atualmente Maria Amélia compartilha seu conhecimento principalmente através de conteúdos digitais, vídeos educativos, cursos e e-books, ajudando milhares de pessoas a recuperarem a saúde metabólica e conquistarem mais qualidade de vida através da alimentação.